Lençóis Paulista, São Paulo, Brazil
Nasceu na cidade de Botucatu - SP no dia 30 de julho de 1974. Foi ordenado presbítero nos dia 23 de abril de 1999 pela imposição das mãos do então Arcebispo Metropolitano de Botucatu, Dom Antonio Maria Mucciolo. Foi designado pároco na Paróquia N.Sra. dos Remédios no município de Anhembi - SP onde exerceu seu ministério de junho de 1999 a junho de 2004. Desde 06 de junho de 2004 é pároco da Paróquia São Pedro e São Paulo de Lençóis Paulista - SP.

DÁ UMA ESPIADINHA!

LER DÁ ALEGRIA!

Internautas

Novo designe do meu blog. Espero que gostem.

Aqui encontrarão tudo que possam imaginar.
Gosto de opinar sobre diversos assuntos.
Você também pode opinar sobre os temas apresentados.
Comentem.
Abraço
CM

Mostrando postagens com marcador ARTIGOS DE TEMPOS. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador ARTIGOS DE TEMPOS. Mostrar todas as postagens

terça-feira, 10 de abril de 2012

SERÁ QUE ESSA MODA PEGA?



 Caríssimos
Quem já se deparou com preguiça (é pecado hein!) e também com o constrangimento de ter que comprar roupas e, por isso, fazer-se presente na loja e provar aquelas que interessaram. Que dificuldade eu tenho disso ainda. Se bem que hoje a era digital facilita as compras e depois a devolução ou até mesmo a troca se for o caso. Nunca comprei roupa pela internet. Minto. Comprei uma vez no site do Timão uma camisa do maravilhoso time. Mas veja essa novidade. Talvez para as mulheres isso dê certo. Olha o artigo:

 "Você tem medo de comprar roupas pela internet e elas não se adequarem ao seu corpo? Uma empresa estoniana promete dar uma solução a esse problema através de uma tecnologia que permite a prova virtual das peças.No site da Fits.me, através de manequins robóticos, desenvolvidos por universidades da Estônia, é possível reproduzir as dimensões do corpo. São 100 mil variações, segundo informações a AFP."

Será que essa moda pega?

Ressuscitou!!!

Olá pessoal!
Estou vontando a postar matérias no meu blog.
Gostaria que vc tivesse a oportunidade também de estar
dando uma olhadinha no blog do jornal da Paróquia 
São Pedro e São Paulo. Vejam lá!
 http://www.oprimado.blogspot.com.br/
Quero desejar a todos feliz Páscoa! Jesus ressuscitou e eu também.
Aleluia!!!!
Abraço fraterno.
CM

segunda-feira, 23 de janeiro de 2012

O SILÊNCIO DAS MARITACAS


Amados
Todos já devem ter se deparado com o frenético barulho que as maritacas fazem. A etimologia das maritacas é interssante:  "Maitaca", "baitaca", "humaitá", "maitá" e "maritaca" originam-se do termo tupi  mba'é taka, que significa "coisa barulhenta". Tive a experiência de tê-las no período de 12 à 20 de janeiro passado no retiro espiritual com os Exercícios Espirituais de Santo Inácio de Loyola. Inácio de Loyola escreveu um roteiro a fim de ajudar os outros em seu crescimento espiritual: o livro dos Exercícios Espirituais. Consistem em um modo e um roteiro, totalmente fundamentado na experiência do santo, para ajudar as pessoas a perceber e acolher a íntima ação de Deus em sua vida, e acolhê-la em uma dinâmica de uma participação cada vez mais efetiva na Vida e na Missão de Jesus Cristo. Para mim foi um bálsamo espiritual. Na verdade esse já é o segundo retiro que participei. O primeiro foi no ano de 2006. Quis retornar para estabelecer uma força interior a fim de que eu possa vivenciar meu sacerdócio na busca de plenitude do sacerdócio de Jesus. Minhas experiências estão escritas em um caderno com 111 páginas. Foram narrativas de todo o retiro e das diversidades de contemplações ao longo de todo o processo metódico a partir das colocações feitas pelo padre jesuíta.
O silêncio é verdadeiramente promotor da vida. Só no silêncio da alma que há condições exatas de se encontrar com o Senhor. O silêncio é vivido  a partir das consolações do Espírito, das desolações humanas e também na beleza da natureza. Intitulo esse artigo como "O silêncio das Maritacas" porque tive a oportunidade de estar num dos lugares mais privilegiados para a execução dos Exercícios Espirituais de Santo Inácio: em Itaici -SP. Precisamente estive no Centro de Espiritualidade Inaciana. O local é sempre usado para as Assembléias Nacionais da CNBB (Conferência Nacional dos Bispos do Brasil. E, contudo, só se ouvia entre os talheres batendo nas louças das refeições maiores, os pássaros e os gritos das maritacas que, sem dúvida, não foi capaz de gerar perda de concentração dos retirantes que ali estavam. Sem dúvida, elas eram uma espécie de símbolo da alma de cada pessoa que ali entregavam com coração sincero ao Senhor dos Senhores, o mestre Jesus. Aqui faço prevalecer meu louvor pela oportunidade rica que Deus me concedeu e não hesito em dizer que é recomendável para todos aqueles que querem se encontrar consigo mesmo e principalmente com o Autor e Redentor da vida. Faça a experiência. Estou a disposição.
Um abraço fraterno
Côn. Marcelo

terça-feira, 10 de janeiro de 2012

FÉRIAS É BOM DEMAIS

Olá
Estamos em janeiro, mês das férias. Para muitos não é possível.
Todavia, férias, tempo de descanso, alegria com a família, passeios, etc. A palavra "férias" designa o período de descanso a que têm direito empregados, servidores públicos, estudantes etc., depois de passado um ano ou um semestre de trabalho ou de atividades.
Provém do latim 'feria, -ae', singular de 'feriae, -arum', que significava, entre os romanos,
 o dia em que não se trabalhava por prescrição religiosa.
A palavra latina encontra-se também na denominação dos dias da semana do calendário elaborado pelo imperador romano Constantino, no século III d.C., que os santificou com o nome de 'feria' e o sentido de comemoração religiosa: 'Prima feria, Secunda feria, Tertia feria, Quarta feria, Quinta feria, Sexta feria e Septima feria'. No século IV, ainda por influência da Igreja, 'prima feria' foi substituído por 'Dominicus dies'(dia do Senhor) e 'septima feria' transformou-se em 'sabbatu', dia em que os primeiros judeus cristãos se reuniam para orar. A língua portuguesa foi a única a manter a palavra 'feira' nos nomes dos dias de semana.
Sendo assim, aqueles que podem curtam o período de férias com alegria e ponderação, descanso e realização. Abraço a todos e até a volta.
CM

sábado, 31 de dezembro de 2011

Amados
Quero desejar um ano de 2012 cheio de esperança e vida.
Os projetos e anseios devem ser baseados na pessoa de Cristo Jesus, Deus é Senhor dos
tempos. Ele tem o domínio sobre todas as coisas.
Ó Jesus Sacramentado, nosso Deus amado.
Feliz Ano Novo
Côn. Marcelo

sábado, 24 de dezembro de 2011

NATAL FELIZ É COM CRISTO


Amados irmãos e irmãs
Desejo a todos os blogueiros e internautas de plantão um feliz e santo Natal.
Natal feliz é com Cristo. Por isso, nessa noite de vigília para o Natal pensemos
na maior riqueza que nós cristãos temos: a fé. A fé não é sentimento mas
dom do Alto para que possamos crer e estar em intimidade com o Criador que nos ama
em Jesus, nosso Senhor e Salvador no Espírito Santo. Fé é vida. A felicidade do homem
consiste em viver a fé. Fé em Cristo, que se fez Carne e habitou entre nós. Deus conosco
nos amando e nos dando vida. Portanto, um desejo único: que tenhamos no nosso coração
a certeza de Jesus Menino nos abençoando e nos dando vida sempre.
Feliz Natal pra todos.
CM

segunda-feira, 19 de dezembro de 2011

UMA MESA FARTA, SABOROSA E CHEIA DE AMOR


Olá
A mesa farta e saborosa é – juntamente com a troca de presentes - o ponto alto da noite de Natal. Para muitas pessoas, a Ceia de Natal é uma das poucas oportunidades do ano na qual elas podem deixar de lado seus afazeres para estar com a família.
Prepare-se para esta noite especial!
    Todavia,  pensemos! Qual é a origem da Ceia de Natal?
E, qual é o significado de uma ceia?                                 
 Vejamos!
                  Conforme consta na literatura, há centenas de anos, os europeus deixavam a porta de suas casas abertas no dia de Natal para que os peregrinos e viajantes entrassem e, junto com a família, confraternizassem nesse dia. Daí o porquê de o Natal ser uma data de confraternização entre amigos e familiares. E o prato mais clássico servido nessa ocasião é o peru. O consumo dessa ave se originou nos EUA. Lá, o peru é um prato tradicionalmente servido no Dia de Ação de Graças, uma data muito importante para os americanos, e essa tradição veio para o Brasil. Os índios americanos já criavam perus antes de ocorrer a colonização inglesa. Durante a colonização, os índios serviram peru para comemorar a primeira grande colheita,
e assim surgiu o hábito de consumir peru para celebrar datas importantes.
                   Mas qual ó significado de uma ceia?
                  É estranho, mas nem todos sabem o significado desta palavra tão sagrada; todos praticam-a nos fins-de-ano, em datas comemorativas, porém nem todos conseguem decifrar o significado da palavra “Ceia”. Esta palavra antigamente, era um ato de grande significação na Grécia, onde contava com a presença de sacerdotes, que sempre a iniciava com um sacrifício. Após um tempo na “Grécia”, a Ceia passou a ser uma refeição última, onde os banquetes às vezes eram somente para pessoas íntimas do dono da casa. Já em Roma, as ceias passaram a ser festas licenciosas. Informações sobre o assunto afirmam que Nero, sentava-se à mesa ao meio dia e de lá não saia mais, ficando até a meia-noite.
                  Na história da Ceia, é dito também que outro imperador romano,  Júlio César, era muito famoso por suas ceias, que era feita em praça pública. Os judeus tinham o costume de fazer com que um grande dia, fosse comemorado com uma ceia comum. Em uma companhia com Jesus Cristo,  os Apóstolos fizeram, uma ceia de rito Judaico, ceia conhecida como a “Ultima Ceia”, pelo fato da refeição ser realizada às vésperas da morte do Senhor, e, nela instituída por Cristo, a “Eucaristia” (Lc 16,22).
                  Esta última Ceia, foi muito bem pintada por Leonardo da Vinci, quadro este, que se encontra atualmente, no Convento de Santa Maria-delia Grazie, em Milão, Itália. Antigamente, não se conheciam os garfos, nem os guardanapos, tendo os comensais, que comer com os dedos. Após as refeições, limpavam os dedos, com pedaços de pão, ou lavavam-nos em ablutórios apropriados,
hábito este que em refeições de etiqueta, usam-se lavandas finas.
                  Aproxima-se, portanto, para nós, um momento propício de estarmos realizando ceias verdadeiras para alimentar o corpo mas também para alimentar nossos relacionamentos familiares, também para a nossa alma.
                  Aproxima-se a festa do Natal e, assim,  queremos vivenciar ao modo de cada família, uma ceia de amor e de paz, fazendo com que todos os nossos corações estejam na alegria de um Deus que se tornou Deus conosco.
Abraço fraterno
CM


HUMILHAÇÃO X HUMILDADE


Olá
Realmente, superioridade nos campos impressiona todo crítico futebolístico e jornalistas esportivos
capazes de fazer toda e qualquer matéria depois desse domingo fatídico para os apreciadores dos "meninos da vila". Domingo do Barça, pode ser chamado por todos que admiram o futebol tático e supreendente. Os jogadores do Santos avaliaram que a equipe fez o possível para conquistar o título do Mundial de Clubes, mas reconheceram que a equipe caiu diante de um adversário poderoso e praticamente imbatível. Um dos santistas que mais sofreu com a constante movimentação do Barcelona na derrota por 4 a 0, em Yokohama, o zagueiro Edu Dracena declarou que era muito difícil desarmar os oponentes.  Todavia, mesmo não sendo conhecedor de esquemas táticos, percebi que eles (barças) não têm um atacante fixo, jogam com movimentação constante, sem a pressa de infiltrar a bola. Eles tocavam muito rápido e sabiam qual era o momento de agir. Com toque de bola impressinante surpreendeu a todos que ao menos esperava um vice campeonato menos humilhante.
Mas achei interessante uma entrevista dada ao craque Neymar que disse que o Barcelona ensinou como se joga futebol. Admissão consciente de Neymar e que superou a humilhação de 4x0 pela humildade. Mas precisamos estar convictos de algo. Eles tem Messi, nós temos NEYMAR JÚNIOR, craque, e que podemos considerar um "pelé" nos tempos modernos. Aos santistas, orgulhem-se. Como bom corinthiano, torci para o Santos nesse domingo. Não deu. Vamos em frente.
Abraço
CM

quarta-feira, 14 de dezembro de 2011

PROMESSAS, FAZÊ-LAS?


Amados
Esses dias estava meditando sobre as Promessas de Deus que vigilantes esperamos nesse tempo do Advento  e também as promessas aparentemente incabíveis que o homem faz ao longo da sua vida principalmente quando as lágrimas caem e desespero toma conta. Pesquisando, obtive um artigo do saudoso Dom Estevão Bitencurt datada de 1982 com a respectiva pergunta:  
É bom fazer promessas? Vejamos

Em síntese:  O presente artigo analisa a prática das promessas feitas a Deus ou aos santos por pessoas desejosas de obter alguma graça. Tal prática tem fundamentado na própria Bíblia (cf. Gn 28,20-22; 1Sm 1,11). Todavia verifica-se que os autores bíblicos faziam advertências aos fiéis no sentido de não prometerem o que não pudessem cumprir (cf. Ecl 5,4). No Novo Testamento São Paulo quis submeter-se às obrigações do voto do nazireato (cf. At 18,18; 21,24). Estas ponderações mostram que a prática das promessas como tal não é má. É certo, porém, que as promessas não movem o Senhor Deus a nos dar o que Ele não quer dar, pois Deus já decretou desde toda a eternidade dar o que Ele nos dá no tempo, mas as promessas contribuem para afervorar o orante, excitando neste maior amor. Acontece, porém, que muitas vezes os cristãos não têm noção clara do porquê das promessas ou prometem práticas que eles não podem cumprir. Daí surgem duas obrigações para quem tem o encargo de orientar os irmãos: 1) mostre-lhes que as promessas nada têm de mágico ou de mecânico, nem se destinam a dobrar a vontade de Deus, como se o Senhor se pudesse deixar atrair por promessas, à semelhança de um homem; 2) procure incutir a noção de que o cristão é filho do Pai e, por isto, não precisa de prometer ao Pai; o amor filial com que o cristão reze a Deus, é mais eloqüente do que a linguagem das promessas, que podem ter um sabor “comercial” ou muito pouco filial. 
Comentário: Entre os fiéis católicos não é raro fazerem-se promessas a Deus ou a algum santo,… promessas de algum ato heróico a ser cumprido caso a pessoa receba a graça que deseja. Em conseqüência, fala-se de “pagar promessas”. Não raro os fiéis que prometem, depois de atendidos, não têm condições físicas, psíquicas ou financeiras para pagar as suas promessas. Sentem-se então angustiados, pois receiam que algo de mau ou um castigo lhes sobrevenha da parte de Deus por não cumprirem as suas “obrigações”. O problema é tormentoso e merece ser analisado desde as suas raízes, ou seja, a partir do conceito mesmo de piedade que os fiéis cristãos devem alimentar. É o que vamos fazer nas páginas subseqüentes, examinando: 1) a fundamentação bíblica, 2) a justificativa teológica das promessas, 3) a casuística ocasionada, 4) uma conclusão final. 
1. Fundamentação bíblica 
O costume de fazer promessas ou, segundo linguagem mais bíblica, votos tem origem na piedade popular anterior a Cristo. É documentado pela própria Bíblia, que nos mostra como pessoas, em situações difíceis necessitando de um auxílio de Deus, prometeram fazer ou omitir algo, caso fossem ajudadas pelo Senhor. Foi, por exemplo, o que aconteceu com Jacó, que, ao fugir para a Mesopotâmia, exclamou: “Se Deus estiver comigo, se me proteger durante esta viagem, se me der pão para comer e roupa para vestir e se eu regressar em paz à casa de meu pai,… esta pedra… será para mim casa de Deus e pagarei o dízimo de tudo quanto me concederdes” (Gn 28, 20-22). Ana, estéril, mas futura mãe de Samuel, fez a seguinte promessa: “Senhor dos exércitos, se vos dignardes olhar para a aflição da vossa serva e… lhe derdes um filho varão, eu o consagrarei ao Senhor durante todos os dias de sua vida e a navalha não passará sobre a sua cabeça”  (1Sm 1,11). Alguns salmos exprimem os votos ou as promessas dos orantes de Israel; assim os de número 65. 66. 116; Jn 2,3-9. 
A própria Escritura, porém, dá a entender que, entre os membros do povo de Deus, houve abusos no tocante às promessas: algumas terão sido proferidas impensadamente: “É melhor não fazer promessas do que fazê-las e não as cumprir” (Ecl 5,4). Havia também quem quisesse cumprir as suas promessas oferecendo o que tinha de menos digno ou valioso em vez de levar ao Templo as suas melhores posses; é o que observa o Senhor por meio do profeta Malaquias: “Trazeis o animal roubado, o coxo ou o doente e o ofereceis em sacrifício. Posso eu recebê-lo de vossas mãos com agrado?… Maldito o embusteiro, que tem em seu rebanho um animal macho, mas consagra e sacrifica ao Senhor um animal defeituoso” (Ml 1, 13s). Com o tempo os mestres de Israel procuravam restringir a prática das promessas, pois podiam tornar-se um entrave para a verdadeira piedade. No Evangelho Jesus supõe que certos filhos se subtraiam ao dever de assistir aos pais,
 alegando que tinham consagrado a Deus todo o dinheiro disponível: 
“Vós por que violais o mandamento de Deus por causa da vossa tradição? Com efeito, Deus disse: “Honra teu pai e tua mãe” e “Aquele que maldisser pai ou mãe, certamente deve morrer”. Vós, porém, dizeis: “Aquele que disser ao pai ou à mãe: Aquilo que de mim poderias receber, foi consagrado a Deus, esse não está obrigado a honrar pai ou mãe”. Assim invalidastes a Palavra de Deus por causa da vossa tradição” (Mt 15, 3-6). 
Todavia não consta que o Senhor Jesus tenha condenado o costume de fazer promessas como tal; ao contrário, os escritos do Novo Testamento atestam a prática de S. Paulo,
que terá sido a dos cristãos da Igreja nascente e posterior: 
“Paulo embarcou para a Síria…
Ele havia rapado a cabeça em Cencréia por causa de um voto que tinha feito” (At 18,18). 
“Disseram os judeus a Paulo: “Temos aqui quatro homens que fizeram um voto… Purificar-te com eles, e encarrega-te das despesas para que possam mandar rapar a cabeça. Assim todos saberão que são falsas as notícias a teu respeito, e que te comportas como observante da Lei” (At 21, 23s). 
Em síntese, a praxe das promessas não é má, pois a S. Escritura não a rejeita, mas, ao contrário, torna-se objeto de determinações legais, como se depreende dos textos abaixo: 
Lv 7,16: “Se alguém oferecer uma vítima em cumprimento de um voto ou como oferta voluntária, deverá ser consumida no dia em que for oferecida, e o resto poderá ser comido no dia imediato”. 
Nm 15,3: “Se oferecerdes ao Senhor alguma oferenda de combustão, holocausto ou sacrifício, em cumprimento de um voto especial ou como oferta espontânea…”. 
Nm 30,4-6: “Se uma mulher fizer um voto ao Senhor ou se impuser uma obrigação na casa de seu pai, durante a sua juventude, os seus votos serão válidos, sejam eles quais forem. Se o pai tiver conhecimento do voto ou da obrigação que se impôs a si mesma será válida. Mas, se o pai os desaprovar, no dia em que deles tiver conhecimento, todos os seus votos… ficarão sem valor algum. O Senhor perdoar-lhe-á, porque seu pai se opôs”. 
Dt 12,5s: “Só invocareis o Senhor vosso Deus no lugar que Ele escolher entre todas as vossas tribos para aí firmar o seu nome e a sua morada. Apresentareis ali os vossos holocaustos,
… os vossos holocaustos,… os vossos votos…” 
Verifica-se, porém, que a prática dos votos nem sempre é salutar,
 merecendo por isto advertências da parte dos autores sagrados. 
2. Qual a justificativa das promessas? 
É certo que as promessas não são feitas para atrair Deus como se atrairia um homem poderoso, capaz de ser aliciado por dádivas e “pagamentos”; Deus não muda de desígnio; desde toda a eternidade Ele já determinou irreversivelmente dar-nos o que Ele nos concede dia por dia. Todavia, ao determinar que nos daria as graças necessárias, Deus quis incluir no seu desígnio a colaboração do homem que se faz mediante a oração; com outras palavras: Deus quer dar…, e dará…, levando em conta as orações que Lhe fazemos. Sobre este fundo de cena as promessas têm valor não tanto para Deus quanto para nós, orantes; sim, as promessas nos excitam a maior fervor; são o testemunho e o estímulo da nossa devoção; supõe-se que quem promete e cumpre a sua promessa, exercita em seu coração o amor a Deus; ora isto é valioso. Por conseguinte, quem vive a instituição das promessas em tal perspectiva, pode estar fazendo algo de bom, pois concebe mais amor e fervor. Diz o Senhor no Evangelho, referindo-se à pecadora que lhe lavou os pés pecados lhe estão perdoados” (Lc 7,47). Paralelamente diríamos, pode estar-se abrindo mais plenamente à misericórdia e à liberalidade do Senhor Deus. 
3. E a casuística das promessas? 
Há pessoas que, depois de receber o dom de Deus, se vêem embaraçadas para cumprir as suas promessas, porque não têm condições de saúde,
de tempo ou de bens materiais para executar o que prometeram. 
Que fazer?
- Antes do mais, afastem a hipótese, às vezes comunicada por religiões não cristãs, de que, se não “pagarem as suas obrigações”, estarão sujeitos a graves desgraças; na verdade, Deus não é vingativo nem é policial que pune contravenções, mas é Pai…, de tal modo que pensar em Deus deve despertar no cristão sentimentos de paz, confiança e alegria. Isto, porém, não quer dizer que o cristão despreocupadamente deixe de cumprir as suas promessas. Quem não as pode executar, procure um sacerdote e peça-lhe que troque a matéria da promessa. Esta solução condiz com os textos bíblicos que, de um lado, exortam a não deixar de cumprir o prometido (cf. Ecl 5,3),
 e, de outro lado, prevêem a insolvência dos fiéis
e a possibilidade de comutação dos votos (ou promessas) por parte dos sacerdotes: 
“Se aquele que fizer um voto não puder pagar a avaliação, apresentará a pessoa diante do sacerdote e este fixá-la-á; o valor será fixado pelo sacerdote de acordo com os
 meios de quem fizer voto” (Lv 27, 8; cf. Lv 27,13s.18.23). 
Poderá acontecer que, em certos casos, o padre julgue oportuno dispensar,
por completo, de certa promessa o fiel cristão. 
A propósito convém incutir que, se alguém quer fazer uma promessa, evite propor certas práticas que são um tanto irracionais (como ocorre na peça “O pagador de promessas”); procure, ao contrário, prometer práticas não somente exeqüíveis e razoáveis, mas também úteis à santificação do próprio sujeito ou ao bem do próximo. Não tem sentido prometer algo que outra pessoa deverá cumprir, como é o caso de pais que prometem vestir o seu filho “de São Sebastião” no dia da festa do Santo; esta prática como tal não fomenta o amor a Deus e ao próximo. Quanto aos ex-voto (cabeças, braços, pernas… de cera), que se oferecem em determinados santuários, podem ter seu significado, pois contribuem para testemunhar a misericórdia de Deus derramada sobre as pessoas agraciadas; assim levarão o povo de Deus a glorificar o Senhor; mas é preciso que as pessoas agraciadas saibam por que oferecem tais objetos de cera, e não o façam por rotina ou de maneira inconsciente. Entre as práticas que mais se podem recomendar, apontam-se as três clássicas que o Evangelho mesmo propõe: a oração, a esmola e o jejum (cf. Mt 6,1-18). Com efeito, a S. Missa é o centro e o manancial, por excelência, da vida cristã, vida cristã que se nutre outrossim mediante a oração; a esmola e a colaboração com o próximo recobrem a multidão dos pecados (cf. 1Pd 4,8; Tg 5,20; Pr 10,12); o jejum e a mortificação purificam e libertam das paixões o ser humano, possibilitando-lhe mais frutuoso encontro com Deus através dos véus desta vida. Se a prática das promessas levar o cristão ao exercício destas boas obras, poderá ser salutar. Requer-se, porém, que os pastores de almas e os catequistas instruam devidamente os fiéis a fim de que compreendam que as promessas nada têm que ver com as “obrigações” dos cultos afro-brasileiros, mas hão de ser expressões do
 amor filial e devoto dos cristãos ao Senhor Deus. 
4. Conclusão 
Como se vê, a prática das promessas pode ser fundamentada na própria Bíblia. Verifica-se, porém, que já os autores sagrados lhe faziam certas restrições. Hoje em dia nota-se que freqüentemente alimenta uma mentalidade religiosa “comercial” ou amedrontada e doentia, gerando facilmente o escrúpulo mórbido. Muitas pessoas se sobrecarregam com promessas e mais promessas que elas não conseguem cumprir; em vez de fomentar a vida cristã, as promessas a prejudicam não raras vezes. Por  isto é de sugerir que os cristãos reconsiderem tal costume, que de resto parece mais fundado numa concepção antropomórfica de Deus (concebido como o Grande Banqueiro, cuja benevolência é preciso cativar) do que na autêntica visão que o Cristianismo tem de Deus. Este é Pai, Aquele que nos amou primeiro, antes mesmo que O pudéssemos amar (cf. 1Jo 4,19.9s; Rm 5,7s); por conseguinte, somos seus filhos, certos de que o amor do Pai é irreversível ou não volta atrás, cientes também de que, antes que Lhe peçamos alguma coisa, Ele já decretou dar-nos tudo o que seja condizente com o nosso verdadeiro bem; diz São Paulo: “Aquele que não poupou o seu próprio Filho, mas O entregou por todos nós, como não nos terá dado tudo com Ele?”  (Rm 8,32).
Revista: “PERGUNTE E RESPONDEREMOS”
D. Estevão Bettencourt, osb.
Nº 262 – Ano 1982 – Pág. 202.

quinta-feira, 8 de dezembro de 2011


Amados irmãos e irmãs
Hoje temos a oportunidade litúrgica de celebrar o 167º aniversário do dogma da concepção imaculada de Maria Santíssima.
Vejamos o artigo de Nicole Melhado, da redação da Canção Nova Notícias.
Nesta quinta-feira, 8, a Igreja Católica celebra solenemente a concepção imaculada de Maria. Às 12h (horário de Roma), da janela de seu escritório no Palácio Apostólico, o Papa recitou o Angelus aos peregrinos e fiéis reunidos na praça São Pedro.
O Pontífice recordou que o Beato Pio IX declarou na Carta Apostólica
Ineffabilis Deus, de 1854, que Maria “foi preservada, por singular graça e privilégio de Deus onipotente, em vista dos méritos de Jesus Cristo, Salvador do gênero humano, imune de toda mancha de pecado original”.  Tal verdade de fé é contida nas palavras de saudação do Arcanjo Gabriel: “Salve Maria, cheia de graça, o Senhor está contigo” (Lc 1,28). “A expressão 'cheia de graça' indica a obra maravilhosa de amor de Deus, que quis nos devolver a vida e a liberdade, perdidas com o pecado, por meio de seu Filho Unigênito encarnado, morto e ressuscitado. Por isso, desde o século II, no Oriente e no Ocidente, a Igreja invoca e celebra a Virgem que, com o seu “sim”, aproximou o Céu da terra”, explica Bento XVI.

****
O Santo Padre salienta que também “a nós é doada a 'plenitude da graça' que devemos fazer resplandecer em nossa vida', pois o “Pai de nosso Senhor Jesus Cristo, que do alto do céu nos abençoou com toda bênção espiritual em Cristo, e nos acolheu nele antes da criação do mundo, para sermos santos e irrepreensíveis, diante de seus olhos. No seu amor nos predestinou para sermos adotados como filhos seus por Jesus Cristo, segundo o beneplácito de sua livre vontade”
(Ef 1,3-5).
Esta filiação é recebida por meio da Igreja, no dia do Batismo, como esclareceu Santa Hildegard de Bingen: “A Igreja é, portanto, a virgem mãe de todos os cristãos”.
Entre tantos cantores que poetizaram a beleza espiritual da Mãe de Deus, o Papa destacou São Bernardo de Clairvaux que afirma que a invocação “Ave Maria, cheia de graça” é agradável a Deus, aos anjos e homens. “Os homens, devido à maternidade, aos anjos graças a virgindade, a Deus graças a humildade”
(Sermo XLVII, De Annuntiatione Dominica: SBO VI,1, Roma 1970, 266).
“Dirijamos nossa fervorosa oração àquela que intercede a Deus por nós, para que nos ajude a celebrar com fé o Natal do Senhor que se aproxima”, conclui Bento XVI.

Imaculado Coração de Maria, sede a nossa salvação

Abraço
Côn. Marcelo

sábado, 15 de outubro de 2011

PROFESSORES: SUPER-HOMENS E MULHERES MARAVILHAS


Olá
Dia do professor é todo dia! Dia de luta, pela manhã, pela tarde e pela noite.
Ser professor, professora é:
É dom de ser maior do que metodologias, chamadas, conteúdos, planilhas, reuniões, pais e alunos.
É ser persistente em meio a toda crise de sistema educacional.
É ser amoroso (a) em meio à violência da sociedade que vitima os alunos.
É ser resistente à toda qualquer forma de desânimo, fracasso e desafios contrastantes.
É ser promotor de vida para a vida.
Dia do professor é todo dia! Dia de super-homens e mulheres maravilhas.
Parabéns nossos queridos (as) professores e professoras.
Abraço
CM

terça-feira, 11 de outubro de 2011

ORAI POR TODOS NÓS!!!



Amados irmãos e irmãs
Sem dúvida esse dia nos move e nos comove a experimentar
 intensamente a nossa espiritualidade católica.
Civilmente,  dia das crianças. Religiosamente, Rainha e Padroeira do Brasil, Virgem Mãe Aparecida.
Quantas orações nesse dia; quantas súplicas e pedidos; quantas mãos postas a clamar milagres de Deus pelas mãos postas de Nossa Senhora Aparecida. Ela nos ouve; ela nos olha com carinho; ela gentilmente se posiciona à nossa frente; com ela sentimos confortados; por ela conseguimos respirar com mais tranquilidade; nela temos a paz que nosso pobre coração deseja.
Façamos uma prece; mil preces; novas preces; quantas preces que o nosso coração desejar.
E, com alegria, como criança, no regaço acolhedor de sua mãe, nos colocamos no colo de Nossa Senhora para ser sempre filhos eternos de que merece nosso louvor e veneração.
Viva Nossa Senhora Aparecida!!!

terça-feira, 27 de setembro de 2011

A VOZ DE DEUS



Amados irmãos e irmãs

"Se pudésseis guardar silêncio, tomar-vos-iam por sábios" (Jó 13,5)

Estamos finalizando o mês da Bíblia e bem o profeta nos ensina: " a erva seca e a flor fenece, mas a Palavra de nosso Deus permanece eternamente" ( Is 40,8). Permanece entre nós pela alta graça da Encarnação do Verbo (Jo1,14) e que a Igreja, como inspiração  e fundamento na  Palavra Encarnada, Jesus Cristo, nos move a pensarmos conforme os designos da força motora da nossas vidas cristãs num caminho proposto pela luz dessa Palavra (Sl 118, 105). Com essa certeza de fé na Palavra é que  a Exortação Apostólica Verbum Domini  (2010) do Santo Padre, Bento XVI,  nos orienta a cerca da redescoberta  da Palavra Divina na vida da Igreja, como fonte de constante renovação na esperança d´Ela ser mais incultida no coração de toda a atividade eclesial.
Leiamos, estudemos, meditemos, contemplemos a Palavra que nos da vida.
Abraço fraterno
Côn. Marcelo