Lençóis Paulista, São Paulo, Brazil
Nasceu na cidade de Botucatu - SP no dia 30 de julho de 1974. Foi ordenado presbítero nos dia 23 de abril de 1999 pela imposição das mãos do então Arcebispo Metropolitano de Botucatu, Dom Antonio Maria Mucciolo. Foi designado pároco na Paróquia N.Sra. dos Remédios no município de Anhembi - SP onde exerceu seu ministério de junho de 1999 a junho de 2004. Desde 06 de junho de 2004 é pároco da Paróquia São Pedro e São Paulo de Lençóis Paulista - SP.

DÁ UMA ESPIADINHA!

LER DÁ ALEGRIA!

Internautas

Novo designe do meu blog. Espero que gostem.

Aqui encontrarão tudo que possam imaginar.
Gosto de opinar sobre diversos assuntos.
Você também pode opinar sobre os temas apresentados.
Comentem.
Abraço
CM

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segunda-feira, 13 de fevereiro de 2012

INSTRUMENTAL: SOM DE PRIMEIRA


Olá irmãos
Adquiri esses dias um CD  do DAVI (Departamento de Audivisuais da Canção Nova): o CD Melodias que falam (Instrumental) do membro da Comunidade Canção Nova. É o segundo CD desse grande músico que encanta com sua melodia. Tomado da Graça de Espírito, desliza nas suas mãos o violão nylon, guitarra e trompete a fim de tocar os corações daqueles que ouvem tais melodias. São melodias de músicas já conhecidas que encantam nossos ouvidos e que dão uma tonalidade especial para professar a fé no Deus Vivo. Vale a pena e indico.
Abraço
CM

terça-feira, 20 de dezembro de 2011

MÚSICA BOA ALEGRA A ALMA

Olá
Ontem, segunda-feira, 19, a opotunidade de ouvir boa música tivemos através da apresentação do Coral ARABESCO juntamente alguns instrumentistas da Orquestra de Sopros Municipal e também alguns integrantes de coral erudito de Bauru.
Emocionante.
Quem foi elevou a alma.
Quem não foi, perdeu.
Abraço
CM

terça-feira, 11 de outubro de 2011

NOBEL DE LITERATURA


Amados irmãos e irmãs
O poeta sueco Tomas Tranströmer foi agraciado na passada quinta-feira com o Nobel de Literatura. Nascido em 1931, Tranströmer também é tradutor. A Academia Sueca afirmou no seu site que o poeta de 80 anos foi lembrado "porque, através de suas imagens condensadas, translúcidas, ele nos dá um novo acesso à realidade".
O escritor sueco sucede o peruano Mario Vargas Llosa, vencedor do prémio no ano passado. A academia lembra no comunicado sobre o autor, publicado no site da instituição que, em 1990, Tranströmer sofreu um derrame que o deixou com bastante dificuldade de falar.
Tomas Tranströmer escreve sobre a morte, a história, a memória e é conhecido pelas suas metáforas. É um poeta que tem uma produção pequena, "não é prolixo", disse no final do anúncio o secretário da Academia, o historiador Peter Englund, embora esteja traduzido em várias línguas. Em Portugal, Tranströmer tem poemas publicados em duas antologias, uma delas chama-se "Vinte e um poetas suecos" (Vega ,1987).
A mãe de Tranströmer, Helmi, era professora de uma escola e o pai, Gösta Tranströmer, um jornalista. O escritor cursou estudos em História da Literatura, Poética, História da Religião e Psicologia na Universidade de Estocolmo, adquirindo o título de bacharel em Artes, informa a academia no seu comunicado. Chegou a trabalhar como psicólogo num instituto correccional para jovens.
Após veicular poemas em vários jornais, Tranströmer publicou em 1954, o seu primeiro livro intitulado "17 poemas". Com as suas selectas de poesias posteriores, foi consolidando o nome como um dos principais poetas da actualidade, aponta a academia no seu comunicado. A entidade destacou que a maior parte da poesia do sueco se caracteriza pela economia, pela concretude e por metáforas pungentes. O autor já foi traduzido em mais de sessenta línguas, e periodicamente elabora ele mesmo versões dosseus poemas em outras línguas, lembrou a academia.
Apenas um poema de Tranströmer teria sido traduzido no Brasil, "Poemas Haikai", que tem 11 estrofes. Essa tradução está na colecção "Poesia Sempre", da Fundação Biblioteca Nacional, número 25, só com trabalhos da Suécia. A tradução é de Marta Manhães de Andrade. Segue abaixo um trecho do "Poemas Haikai": “Os fios elétricos/estendidos por onde o frio reina/Ao norte de toda música/ O sol branco/treina correndo solitário para/
a montanha azul da morte/Temos que viver/com a relva pequena” e o riso dos porões”
.

Aqui outras pequenas e belas poesias do grande nobel de literatura.


PÁSSAROS MATINAIS
Desperto o automóvel
que tem o pára-brisas coberto de pólen.
Coloco os óculos de sol.
O canto dos pássaros escurece.

Enquanto isso outro homem compra um diário
na estação de comboio
junto a um grande vagão de carga
completamente vermelho de ferrugem
que cintila ao sol.

Não há vazios por aqui.

Cruza o calor da primavera um corredor frio
por onde alguém entra depressa
e conta que como foi caluniado
até na Direcção.

Por uma parte de trás da paisagem
chega a gralha
negra e branca. Pássaro agoirento.
E o melro que se move em todas as direcções
até que tudo seja um desenho a carvão,
salvo a roupa branca na corda de estender:
um coro da Palestina:

Não há vazios por aqui.

É fantástico sentir como cresce o meu poema
enquanto me vou encolhendo
Cresce, ocupa o meu lugar.

Desloca-me.
Expulsa-me do ninho.
O poema está pronto.
(1966)

HISTÓRIAS DE MARINHEIROS

Há dias de inverno sem neve em que o mar é parente
de zonas montanhosas, encolhido sob plumagem cinza,
azul só por um minuto, longas horas com ondas quais pálidos
linces, buscando em vão sustento nas pedras de à beira-mar.

Em dias como estes saem do mar restos de naufrágios em busca
de seus proprietários, sentados no bulício da cidade, e afogadas
tripulações vêm a terra, más ténues que fumo de cachimbo.

(No Norte andam os verdadeiros linces, com garras afiadas
e olhos sonhadores. No Norte, onde o dia
vive numa mina, de dia e de noite.

Ali, onde o único sobrevivente pode estar
junto ao forno da Aurora Boreal escutando
a música dos mortos de frio).
(1954)

DESDE A MONTANHA

Estou na montanha e vejo a enseada.
Os barcos descansam sobre a superfície do verão.
«Somos sonâmbulos. Luas vagabundas.»
Isso dizem as velas brancas.

«Deslizamos por uma casa adormecida.
Abrimos as portas lentamente.
Assomamo-nos à liberdade.»
Isso dizem as velas brancas.

Um dia vi navegar os desejos do mundo.
Todos, no mesmo rumo – uma só frota.
«Agora estamos dispersos. Séquito de ninguém.»
Isso dizem as velas brancas.
(1962)

A ÁRVORE E A NUVEM

Uma árvore anda de aqui para ali sob a chuva,
com pressa, ante nós, derramando-se na cinza.
Leva um recado. Da chuva arranca vida
como um melro ante um jardim de fruta.

Quando a chuva cessa, detém-se a árvore.
Vislumbramo-la direita, quieta em noites claras,
à espera, como nós, do instante
em que flocos de neve floresçam no espaço.
(1962)



 

segunda-feira, 10 de outubro de 2011

A MÚSICA NÃO TEM FRONTEIRAS


Amados irmãos e irmãs
Estar diante de uma apresentação de um coral com técnica e profissionalismo é impressionante. Todavia, acreditar que um coral possa usar da arte cênica para envolver a platéia, é divino. Nesse dia 10,  pudemos estar envolvidos em Lençóis Paulista com acontecimento nobre e cheio de vida. Aconteceu nessa segunda-feira, no Espaço Cultural,  “Cidade do Livro”, a atração chilena “Coral Eboca”. EBoca é um grupo formado por estudantes de pedagogia e professores de Educação Musical, regido por Ricardo Curihuinca. Este grupo se formou em 2005, motivados principalmente pelo gosto ao canto coral, e a representação cênica, onde destaca o trabalho “Uma Milonga Sentimental”, fusão,  com o canto coral, solos e atuação, todos dispostos a representar a rica cultura latino americana. Lá estávamos e ao nosso pensamento voltou-se a sacralidade da música que sem dúvida NÃO TEM FRONTEIRAS. A música entra sem bater, chega sem programar, acontece sem intenções e sequestra nossos sentimentos e nossas razões de tal maneira que  deparamos conosco mesmo definindo a boa e nobre música como ESPELHO DA NOSSA ALMA.
Mas tenho tido a oportunidade de refletir: as nossas crianças tem ouvido que músicas? Os jovens tem apreciado que tipo de música? Nossas igrejas estão tocando quais músicas? Tive a curiosidade de ver o que a Igreja fala sobre a música e me deparei com esse MOTU PROPRIO, da Vaticano. Seria interessante - seja quem for - fazer a leitura desse. Sei que hoje talvez não caberia a nossa vida religiosa tais regras, todavia algo importante vamos trazer para nós a fim de que nossa sacralidade seja preservada em aspectos que, sem dúvida, fronteiras do nosso coração não tem sido ultrapassada, infelizmente.
Abraço
CM

segunda-feira, 19 de setembro de 2011

E AGORA JOSÉ

JOSÉ

E agora, José?
A festa acabou,
a luz apagou,
o povo sumiu,
a noite esfriou,
e agora, José?
e agora, Você?
Você que é sem nome,
que zomba dos outros,
Você que faz versos,
que ama, protesta?
e agora, José?

Está sem mulher,
está sem discurso,
está sem carinho,
já não pode beber,
já não pode fumar,
cuspir já não pode,
a noite esfriou,
o dia não veio,
o bonde não veio,
o riso não veio,
não veio a utopia
e tudo acabou
e tudo fugiu
e tudo mofou,
e agora, José?

E agora, José?
sua doce palavra,
seu instante de febre,
sua gula e jejum,
sua biblioteca,
sua lavra de ouro,
seu terno de vidro,
sua incoerência,
seu ódio, - e agora?

Com a chave na mão
quer abrir a porta,
não existe porta;
quer morrer no mar,
mas o mar secou;
quer ir para Minas,
Minas não há mais.
José, e agora?

Se você gritasse,
se você gemesse,
se você tocasse,
a valsa vienense,
se você dormisse,
se você cansasse,
se você morresse...
Mas você não morre,
você é duro, José!

Sozinho no escuro
qual bicho-do-mato,
sem teogonia,
sem parede nua
para se encostar,
sem cavalo preto
que fuja do galope,
você marcha, José!
José, para onde?
CARLOS DRUMMOND DE ANDRADE