Lençóis Paulista, São Paulo, Brazil
Nasceu na cidade de Botucatu - SP no dia 30 de julho de 1974. Foi ordenado presbítero nos dia 23 de abril de 1999 pela imposição das mãos do então Arcebispo Metropolitano de Botucatu, Dom Antonio Maria Mucciolo. Foi designado pároco na Paróquia N.Sra. dos Remédios no município de Anhembi - SP onde exerceu seu ministério de junho de 1999 a junho de 2004. Desde 06 de junho de 2004 é pároco da Paróquia São Pedro e São Paulo de Lençóis Paulista - SP.

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CM

segunda-feira, 16 de abril de 2012

VAI NA FÉ!


Olá
Não esmoreça! Tenha a certeza da Paixão, Morte e Ressurreição de Jesus, Nosso Senhor e Salvador. Serás feliz!Vai na fé meu irmão. Conclamo a todos no facebook realizar a chamada: VAI NA FÉ. No que consiste? Ao menos 10 minutos do dia rezar ...intimamente com o Senhor alegrando-nos, fortalecendo-nos na fé, esperança e caridade, virtudes teologais, que precisam madurecer, crescer, desenvolver, fortalecer, expressar, ser lança das nossas ações. Convido você a 10 minutos de oração diária para que tudo que fizermos no dia, seja na fé, esperança e caridade. Vai na fé meu irmão.Abraço
Côn. Marcelo Paes

sexta-feira, 13 de abril de 2012

DIREITOS FUNDAMENTAIS VILIPENDIADOS



Olá
Estou apresentando no meu blog um artigo do site da Canção Nova sobre a nota da CNBB que lamenta decisão do STF sobre o aborto de bebês anencéfalos.

A Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), logo após a conclusão do julgamento do Supremo tribunal Federal (STF), nesta quinta-feira, 12, sobre a Arguição de Descumprimento de Preceito Fundamental nº 54, que descriminaliza o aborto de bebês anencéfalos, emitiu nota oficial lamentando a decisão.

No texto, os bispos afirmam que "Legalizar o aborto de fetos com anencefalia, erroneamente diagnosticados como mortos cerebrais, é descartar um ser humano frágil e indefeso".
Leia a íntegra da nota:

Nota da CNBB sobre o aborto de Feto “Anencefálico”

Referente ao julgamento do Supremo Tribunal Federal sobre a Arguição de Descumprimento de Preceito Fundamental nº 54


 A Conferência Nacional dos Bispos do Brasil – CNBB - lamenta profundamente a decisão do Supremo Tribunal Federal que descriminalizou o aborto de feto com anencefalia ao julgar favorável a Arguição de Descumprimento de Preceito Fundamental n. 54. Com esta decisão, a Suprema Corte parece não ter levado em conta a prerrogativa do Congresso Nacional cuja responsabilidade última é legislar.
Os princípios da “inviolabilidade do direito à vida”, da “dignidade da pessoa humana” e da promoção do bem de todos, sem qualquer forma de discriminação (cf. art. 5°, caput; 1°, III e 3°, IV, Constituição Federal), referem-se tanto à mulher quanto aos fetos anencefálicos. Quando a vida não é respeitada, todos os outros direitos são menosprezados, e rompem-se as relações mais profundas.
Legalizar o aborto de fetos com anencefalia, erroneamente diagnosticados como mortos cerebrais, é descartar um ser humano frágil e indefeso. A ética que proíbe a eliminação de um ser humano inocente, não aceita exceções. Os fetos anencefálicos, como todos os seres inocentes e frágeis, não podem ser descartados e nem ter seus direitos fundamentais vilipendiados!
A gestação de uma criança com anencefalia é um drama para a família, especialmente para a mãe. Considerar que o aborto é a melhor opção para a mulher, além de negar o direito inviolável do nascituro, ignora as consequências psicológicas negativas para a mãe.   Estado e a sociedade devem oferecer à gestante amparo e proteção
Ao defender o direito à vida dos anencefálicos, a Igreja se fundamenta numa visão antropológica do ser humano, baseando-se em argumentos teológicos éticos, científicos e jurídicos. Exclui-se, portanto, qualquer argumentação que afirme tratar-se de ingerência da religião no Estado laico.
 A participação efetiva na defesa e na promoção da dignidade e liberdade humanas deve ser legitimamente assegurada também à Igreja.
A Páscoa de Jesus que comemora a vitória da vida sobre a morte, nos inspira a reafirmar com convicção que a vida humana é sagrada e sua dignidade inviolável.
Nossa Senhora Aparecida, Padroeira do Brasil, nos ajude em nossa missão de fazer ecoar a Palavra de Deus: “Escolhe, pois, a vida” (Dt 30,19).

 Cardeal Raymundo Damasceno Assis
Arcebispo de Aparecida
Presidente da CNBB

quarta-feira, 11 de abril de 2012

TERRA DE SANTA CRUZ?


Aborto,  em todos os casos,  é ato abominável.
Todavia, segundo o relator no Supremo Tribunal Federal (STF) da ação que visa descriminalizar a interrupção de gestações de anencéfalos, o ministro Marco Aurélio de Mello votou nesta quarta-feira (11) a favor da medida. Para ele, dogmas religiosos não podem guiar decisões estatais eM bebês com ausência parcial ou total de cérebro não têm vida. O julgamento continua na mais alta corte do país. O relator continua tentando intimidar a tese a favor da vida: “A garantia do Estado laico obsta que dogmas de fé determinem o conteúdo de atos estatais. Concepções morais religiosas, quer unânimes, quer majoritárias, quer minoritárias, não podem guiar as decisões estatais, devendo ficar circunscritas à esfera privada”, disse. “Ao Estado brasileiro é vedado promover qualquer religião.” Aqui não se trata da religião guiar  as ações e decisões,  nem tão pouco o Estado promover qualquer que seja a religião. Trata-se  de um direito constitucional de liberdade e pensamento que o cristianismo tem em meio ao ambiente meramente laico, como Estado o é.   Não sou nenhum jurista nem conhecedor dos parágrafos da Constituição Federal e suas interpretações jurídicas; todavia "a liberdade de pensamento prevê o direito de exprimir, através de qualquer meio, o intelecto humano, isto é, trata-se da possibilidade/direito de exteriorização ou não (1) do pensamento, sem qualquer restrição (2), caracterizando a “liberdade de o indivíduo adotar a atitude intelectual de sua escolha: quer um pensamento íntimo, quer seja a tomada de posição pública; liberdade de dizer o que se crê verdadeiro (3). Essa preocupação com a exteriorização do pensamente foi tratada na Declaração de Direitos do Homem de 1789, segundo a qual “ninguém pode ser perturbado por suas opiniões, mesmo religiosas, desde que a sua manifestação não inquiete a ordem pública estabelecida pela lei”. (4). A Igreja Católica como também outras denominações cristãs a favor da vida buscam a partir da liberdade de pensamento e pelos princípios provenientes do Evangelho posicionar até às últimas possibilidades para que a vida de fetos em gestação de anencéfalos sejam preservadas. Acredito que os senhores ministros do Supremo Tribunal  Federal precisariam exercitar seus ouvidos não ao senso comum - e isso não promovemos - mas à fala de tão tradiciconal e respeitada instituição (Igreja Católica) que colaborou e colabora para que esse país seja mais humanizado nas suas ações contra a pobreza e as indevidas e arbitrárias ações contra a vida, principalmente dos pobres e indefesos, que deveria ser dever do Estado. A presidência da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) enviou nesta Sexta-feira Santa, 06/04, uma carta a todos os bispos do país, convocando para uma Vigília de Oração pela Vida às vésperas do julgamento, 11. Lembremos que em agosto de 2008, por ocasião do primeiro julgamento do caso, a CNBB publicou uma nota que explicita a sua posição. “A vida deve ser acolhida como dom e compromisso, mesmo que seu percurso natural seja, presumivelmente, breve. (…)Todos têm direito à vida. Nenhuma legislação jamais poderá tornar lícito um ato que é intrinsecamente ilícito. Portanto, diante da ética que proíbe a eliminação de um ser humano inocente, não se pode aceitar exceções. Os fetos anencefálicos não são descartáveis. O aborto de feto com anencefalia é uma pena de morte decretada contra um ser humano frágil e indefeso. A Igreja, seguindo a lei natural e fiel aos ensinamentos de Jesus Cristo, que veio “para que todos tenham vida e vida em abundância” (Jo 10,10), insistentemente, pede, que a vida seja respeitada e que se promovam políticas públicas voltadas para a eficaz prevenção dos males relativos à anencefalia e se dê o devido apoio às famílias que convivem com esta realidade”. 
Portanto, como cristãos, a unidade de oração nos possibilitará nossa confiança em Deus que trará a nós a vitória sobre tal barbária  da ação que visa descriminalizar a interrupção de gestações de anencéfalos como muitos outros abortos em todas as espécies executados nesse país que consideramos 
TERRA DE SANTA CRUZ.
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1 -  A liberdade de pensamento não manifestada (consciência) é sempre livre, “já que ninguém pode ser obrigado a pensar deste ou daquele modo”. FERREIRA FILHO, Manoel Gonçalves. Curso de direito constitucional. 33. ed. rev. atual. São Paulo: Saraiva, 2007, p. 299.
2 -  Maria Lúcia Karam aduz sobre a liberdade de pensamento: “Tendo esse âmbito de liberdade, o indivíduo não pode ser forçado a ser comportar de uma ou outra forma, nem pode ser forçado a mudar seu comportamento ou suas opiniões sobre o que quer que seja”. KARAM, Maria Lúcia. Proibições, crenças e liberdade: o direito à vida, a eutanásia e o aborto. Rio de Janeiro: Lumen Juris, 2009, p. 3.
3 -  SILVA, José Afonso. Curso de direito constitucional positivo. 21 ed. rev. ampl. São Paulo: Malheiros, 2002, p. 240.
4 -  BASTOS, Celso Ribeiro; MARTINS, Ives Gandra da Silva. Comentários à Constituição do Brasil: promulgada em 5 de outubro de 1988.  2 vol. 3 ed. rev. atual. São Paulo: Saraiva, 2004, p. 44.